Qual seria o objetivo de expor minha vida na internet?
Mas esse é um daqueles momentos em que eu desprezo toda busca por objetivos.
Não me prendo mais a regras morais, quero expor o que penso e doa a quem doer.
Que lugar mais fácil para fazer isso senão aqui?
Leia quem quiser, comente se tiver vontade e viva o Anarquismo!
Vivo um momento de questionamentos, é como se tudo o que haviam me dito até o momento, e eu aceitasse como verdade, parasse de fazer sentido. O mundo ao meu redor não faz sentido, minha existência menos ainda. Afinal, o que sou eu nesse universo? Presunção minha ou não, eu consegui aceitar minha vida assim, sem sentido mesmo. Com esse grande vazio que me cerca.
Se sou incompreensível? Claro, e quem não é? Qual a graça de ser entendido por todos? Não somos maquinas. Estamos cercados de dúvidas, inundados por opções, afogados por opiniões que não fazem sentido! Fingimos entender tudo, nos ensinaram desde pequenos a isso. Mas a verdade é que não só não compreendemos, como também certas horas paramos de buscar por respostas.
Atualmente me defino como uma incógnita, não só por ser revolucionario utópico trazendo questionamentos, mas também por não expressar aquilo que eu realmente sinto, tenho expressões falsas, minto, me escondo. A grande verdade é que nem eu sei quem sou. Poucas pessoas me conhecem a fundo. Mas nunca totalmente. No dia em que eu for compreendido, perco minha razão de viver.
Isso foi um início desse blog, ao futuro não garanto nada.
Ao longo dessa viagem por mim, tentarei me entender um pouco mais.
E não serei tão egoista quanto esse post.
Levarei em consideração o mundo ao meu redor.
Enfim, depois de tanta inquietação literaria, creio que já escrevi demais por hoje.
Se voce conseguiu ler até aqui, obrigado!
Nos vemos em outros posts.
"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo." Clarisse Lispector